Resumo rápido: em um time de 8 pessoas, os Personal Maps revelaram pontos em comum
e reduziram atritos diários. Ao tornar interesses e valores explícitos, o grupo ganhou empatia e
alinhamento — especialmente em contexto remoto.Introdução
Neste artigo, vou explicar como usamos os MPersonal Maps do Management 3.0 para aproximar a equipe e unir as pessoas no enfrentamento de conflitos que impactavam as atividades do time.
Contexto da Equipe
Esta equipe era composta por 8 pessoas que, além de funcionários do Biopark, eram estudantes de gestão de projetos.
Tinham o desafio de desenvolver duas soluções (logística e investimentos) ao longo de quase 1 ano.
Enfrentaram desafios de engajamento e entendimento do negócio, equilibrando estudo e prática. Aos poucos, introduzimos
agilidade e referências do Management 3.0 para fortalecer o aspecto comportamental. Com o avanço, somamos práticas de
gestão e comportamentais para elevar a qualidade técnica e colaborativa do trabalho.
Explicação: Personal Maps
O Personal Maps é uma ferramenta do Management 3.0 baseada em informações pessoais, com objetivo de reduzir a distância entre membros de uma equipe. É simples — e poderosa.
Por que decidi usar esta prática?
Recebi relatos de conflitos diários, não sobre o trabalho em si, mas sobre perfis diferentes. O Personal Maps ajuda a
expor afinidades e quebrar barreiras criadas por ruído de comunicação.
Como usei esta prática
Pedi a cada membro que criasse um Personal Maps (papel ou online). Sugeri categorias como:
- Educação
- Valores
- Casa
- Família
- Hobbies
- Metas
- Trabalho
- Amigos
Modelo de Personal Maps Maps que algumas pessoas usaramExpliquei a dinâmica e vantagens de uso individual e em equipe. Após montarem os mapas, cada um apresentou —
surgiram muitas coisas em comum (livros, filmes, hobbies, experiências de vida) que não eram conhecidas pelo grupo.
No fechamento, mostrei como repetir a prática em times mais antigos. Sugestão objetiva: se a equipe não conhece
pelo menos metade dos itens das categorias propostas, é hora de rodar os Personal Maps.
Para equipes remotas, a prática revela nuances culturais que passam despercebidas quando não trabalhamos lado a lado.
Minhas aprendizagens como facilitador
Foi de imenso valor: as pessoas se abriram, encontramos várias interseções e, dias depois, os conflitos diminuíram.
Um aluno fez um mapa enorme, riquíssimo — aproveitei para revisar meu próprio mapa. Sensacional.
Próximos Experimentos com Esta Prática
Acredito que os Personal Maps são uma ferramenta poderosa para conflitos. Em um próximo ciclo, personalizaria
as sessões com temas diretamente ligados ao trabalho (ex.: “Gestão”, “Liderança”, “Treinamentos”, “Reuniões”)
para captar percepções e sentimentos, criando um “raio-X” do ambiente.
É difícil separar vida pessoal da profissional. Entender quem as pessoas são em ambos os contextos — e como
esses mundos coexistem — sustenta transparência e confiança.
Referências
Obs.: Artigo elaborado como parte do processo para a certificação Management 3.0 Practitioner.