Resumo rápido: em um time de 20 pessoas (3 squads) de um app de meditação,
implementamos OKRs combinados com práticas do Management 3.0 (especialmente as 12 regras de métricas) para sair da falta de priorização,
criar alinhamento e conduzir ciclos trimestrais com revisões
quinzenais. Resultado: objetivos mais claros, métricas menos tóxicas e feedbacks de fim de ciclo melhores.Introdução
Neste artigo, explico como organizamos os OKRs em conjunto com práticas do Management 3.0.
Contexto da Equipe
A equipe tinha 20 pessoas em 3 squads (aquisição, retenção e técnico)
responsáveis por um app de meditação. Havia dificuldades de integração, baixa maturidade ágil,
trocas de fornecedor e reconstruções do app — tudo isso mantendo a base de clientes satisfeita.
Como agilista, além de treinos em métodos ágeis e técnicas de negócio, introduzi práticas do Management 3.0 para lidar com conflitos, segurança psicológica, transparência e confiança.
Explicação: OKR
OKRs (Objectives and Key Results) ajudam a alinhar objetivos estratégicos, táticos e individuais à mesma visão,
focando o esforço em resultados mensuráveis. No Management 3.0, OKRs aparecem como prática para alinhar restrições e vêm acompanhados de 12 regras de métricas — diretrizes para criar métricas úteis e evitar armadilhas (vaidade, incentivo errado etc.).
Por que decidimos usar essa prática?
Precisávamos priorizar melhor, medir progresso com métricas saudáveis e
manter o time engajado com propósito claro. Com tantos pedidos e ideias,
os OKRs trouxeram foco no que realmente move o produto e ajudaram a responsabilização sem microgestão.
Como usamos essa prática
Começamos com um workshop de OKRs (escrita de objetivos, bons KRs e 12 regras de métricas),
reforçando que OKRs são da equipe, mas alinhados ao negócio. Ficou evidente que os objetivos de negócio ainda estavam nebulosos, então aproximamos produto e liderança para clarificá-los.
Com modelos de OKR e as 12 regras, criamos o Primeiro ciclo: 2 objetivos, cada um com 3 KRs. Acompanhamento quinzenal integrado às
cerimônias Scrum. No fim do trimestre, coletamos feedback e ajustamos para o próximo ciclo.
O time já usava Feedback Wrap, o que facilitou os feedbacks de fim de ciclo e a melhoria contínua dos próprios OKRs.
Minhas aprendizagens como facilitador
A criação de OKRs é sempre desafiadora. Em ~1 semana combinando práticas,
ficou mais simples entender motivações e transformar isso em objetivos que fazem sentido,
gerando senso de pertencimento. Esclarecer o porquê foi essencial.
Próximos Experimentos com Esta Prática
Expandir o tema para C-Levels: levar OKRs e as 12 regras de métricas para o nível estratégico (além do tático/operacional). Mostrar os resultados do time piloto ajuda a
patrocinar a adoção top-down com evidências concretas.
Referências
Obs.: Artigo elaborado como parte do processo para a certificação Management 3.0 Practitioner.