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Resumo rápido: Em três squads (20 pessoas) do app ATMA, combinamos Kudo Cards com um ritual especial de cartas para reforçar reconhecimento, segurança psicológica e motivação para os próximos sprints.

Introdução

Neste artigo, explicarei como utilizei os Cartões de Reconhecimento (Kudo Cards) com a equipe do aplicativo de meditação ATMA na Vivo.

Contexto da Equipe

A equipe totalizava 20 pessoas em três squads com papéis distintos: aquisição de clientes, retenção/experiência e sustentação técnica do app. Havia perfis muito diferentes, baixa maturidade ágil e desafios de entendimento do cliente num nicho específico.

Tecnicamente, o app foi refeito mais de uma vez por troca de fornecedores, sem perder de vista a satisfação dos assinantes. Como responsável por Agilidade, além de treinar métodos e técnicas de negócio, introduzi práticas do Management 3.0 para lidar com conflitos, segurança, transparência e confiança.

Explicação: o que são Kudo Cards?

São cartões simples para reconhecer contribuições e conquistas. Muito usados em ambientes Ágeis/Lean, fomentam cultura de apreciação, colaboração e reforço positivo.

Por que decidimos usar essa prática?

Passamos por momentos desafiadores: reconstrução do app, migração de servidores e campanhas nacionais de mídia. O objetivo ia além de “pausar para agradecer”: queríamos um momento especial de reconhecimento para consolidar o senso de time — com uma surpresa no final.

Como usamos essa prática?

Após uma retrospectiva longa, propus três atividades:

  • Boneco de massinha: cada pessoa modelou um “mini-eu” e explicou como ele representava seu sentimento no momento.
  • Kudo Cards: cada um escreveu pelo menos três cartões para colegas; todos foram guardados em uma caixa.
  • Surpresa: pedi que escrevessem uma carta para si mesmos para ser lida apenas em 2024 (planos e desejos). Eu me responsabilizei pelo envio postal.

No fechamento, em vez de lermos os kudos em voz alta, colocamos os cartões nos envelopes de cada pessoa, junto com a carta. Assim, em 2024, cada um receberá sua própria carta + os reconhecimentos dos colegas.

Em contextos do dia a dia, também usamos a leitura imediata dos kudos. Nesta ocasião, a ideia foi criar um marco emocional para ser revisitado no futuro.

Minhas aprendizagens como facilitador

Misturar práticas e jogos mostrou o valor de rituais de cuidado. O maior desafio foi explicar o propósito e conectar o momento com os próximos sprints. Para uma próxima edição, trocaria a massinha por um artesanato mais durável, para que todos pudessem guardar o “mini-eu”.

Próximos Experimentos

Kudo Cards funcionam melhor quando não são impostos. Abrir uma “Kudo Box” em público requer tato (alguém pode não receber cartões naquele ciclo). Quero reforçar o hábito do “obrigado” ao fim de cada sprint — pequenos reconhecimentos sustentam convivência, confiança e senso de propósito (não somos só “geradores de código/projeto”).

Referências

Obs.: Artigo elaborado como parte do processo para a certificação Management 3.0 Practitioner.

TL;DR: With three squads (20 people) we combined Kudo Cards and a future letter ritual to strengthen appreciation, trust, and motivation for the next sprints.

Introduction

In this article, I explain how I used Kudo Cards with the ATMA meditation app team at Vivo.

Team Context

The team had 20 people across three squads: acquisition, retention/experience, and app technical ownership. There were diverse profiles, low agile maturity, and customer understanding challenges in a niche market.

Technically, the app was rebuilt more than once due to supplier changes, while keeping subscribers satisfied. As the Agilist, besides training on methods and business techniques, I introduced Management 3.0 practices to address conflicts, safety, transparency, and trust.

Explanation: What are Kudo Cards?

They are simple cards to express appreciation for contributions and achievements. Common in Agile/Lean environments, they foster a culture of positivity and collaboration.

Why did we decide to use this practice?

We went through tough cycles: app rebuild, server migration, and nationwide campaigns. We wanted more than a “quick thank-you break” — a special recognition moment to strengthen team bonds, with a surprise at the end.

How did we use this practice?

After a long retrospective, we ran three activities:

  • Modeling-clay avatar: everyone created a “mini-me” and explained how it reflected their current feeling.
  • Kudo Cards: each person wrote at least three kudos to teammates; cards were stored in a box.
  • Surprise: everyone wrote a letter to themselves to be read only in 2024 (plans and wishes). I took care of mailing them.

At the end, instead of reading kudos out loud, we placed them inside each person’s envelope, together with the letter. In 2024, each one will receive their own letter plus teammates’ kudos.

We often read kudos on the spot; this time we aimed for a memorable future moment to revisit the experience emotionally.

My learnings as a facilitator

Blending practices and games highlighted the value of care rituals. The main challenge was connecting the moment to upcoming sprints. Next time I’d choose a more durable craft than clay, so people can keep their “mini-me”.

Next Experiments

Kudo Cards work best when not imposed. Opening a public “Kudo Box” requires care (someone might not receive one that cycle). I plan to reinforce saying “thank you” at the end of every sprint — small acknowledgments sustain healthy collaboration and purpose.

References

Article was written as part of the Management 3.0 Practitioner certification process.