Resumo rápido: Em um squad da Vivo Telefónica, usamos o Celebration Grid para reconhecer acertos, aprender com erros e
preparar experimentos para a próxima sprint — elevando foco e engajamento. Introdução Neste artigo, discutirei como conduzir uma Retrospectiva usando a prática Celebration Grid do Management 3.0 em um time ágil na Vivo Telefónica.
Contexto da Equipe Este squad lidava com demandas estruturantes e muitas dependências entre áreas,
envolvendo arquitetura usada por milhões de clientes. Nesse ambiente, experimentos
e correções constantes eram necessários para avançar, e nem todo “erro” era negativo :
trazia visibilidade e lições valiosas.
Além de dar visibilidade aos projetos, precisávamos também destacar conquistas e
aprendizados — inclusive aqueles gerados por falhas.
Explicação: o que é o Celebration Grid? A prática incentiva a celebração de conquistas e a reflexão sobre aprendizados , mapeando o que funcionou e o que melhorar no próximo ciclo.
Com a cerimônia, a equipe organiza ideias e prepara novos experimentos.
Por que decidimos usar esta prática? Em uma organização grande, hierárquica e em transformação digital, times ágeis
precisam entregar mais rápido e com qualidade. O Celebration Grid ajuda a
criar um ambiente seguro para inovar , reduzindo burocracia por meio
de redes internas e fortalecendo relacionamentos.
A expectativa era mostrar que é possível ir além das barreiras pré-definidas, impulsionando melhoria contínua em processos e entregas.
Como usamos esta prática? Aplicamos o Celebration Grid em uma Retrospectiva ao fim da sprint. Fiz
uma introdução explicando a dinâmica e, como parte do time estava remoto, utilizamos
o Google Jamboard para colaboração online.
Itens identificados pela equipe ao longo da prática Já havia uma lista de ações da retro anterior, mas o Grid revelou melhorias concretas e até impactos positivos de pontos negativos.
Um achado relevante foi o efeito da saída de 3 pessoas — positivo para os
profissionais, porém com impactos não mapeados no time.
Também identificamos falhas fazendo o “certo” : seguir o processo oficial nem
sempre garantiu sucesso. Discutimos causas e criamos planos de ação, inclusive para
temas que considerávamos encerrados.
Minhas aprendizagens como facilitador A prática elevou o foco do time: 100% presente durante a retro, ao
contrário de ferramentas tradicionais. Preparar o material com antecedência também
reforçou meu domínio do Celebration Grid .
Próximos Experimentos Usaria a prática não só no fechamento de sprints, mas também ao encerrar ciclos de OKRs , projetos fora do ágil, ou quando o
time precisar pausar para celebrar aprendizados . Mesmo em cenários
positivos, sempre há algo a compartilhar — e que pode se perder no dia a dia.
Referências Obs.: Artigo elaborado como parte do processo para a certificação Management 3.0 Practitioner.